Que fabriquem automóveis no Brasil e criem milhares de empregos

Reação.Japão, Austrália, Coreia, EUA e UE questionam Brasil

 

Aumento de IPI sobre veículos importados é contestado na OMC

 

Por enquanto é só uma consulta, mas legalidade pode ser questionada

 

Publicado no Jornal OTEMPO em 15/10/2011

 

PARIS, França. A decisão do Brasil de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados foi questionada ontem durante reunião do comitê de acesso a mercados da Organização Mundial do Comércio (OMC). Durante o encontro, que ocorre periodicamente em Genebra, representantes de Japão, Austrália, Coreia, Estados Unidos e União Europeia – que abrigam algumas das maiores montadoras do mundo – pediram à delegação brasileira explicações sobre a medida, que teve como objetivo claro proteger a indústria nacional da competição dos importados mais baratos. O governo brasileiro já não descarta que o país seja formalmente acionado na instituição.

Em meados de setembro, o Ministério da Fazenda elevou em 30 pontos percentuais, até o fim de 2012, a alíquota do IPI para automóveis com menos de 65% das peças nacionais ou produzidas no Mercosul.

Segundo o Itamaraty, os diplomatas brasileiros explicaram ontem aos demais países que o aumento do IPI é temporário e não teve impacto sobre a corrente de comércio nacional. Mesmo assim, já existe uma expectativa de que o questionamento possa se transformar numa ação formal contra o Brasil. Isso porque pedir explicações sobre uma medida costuma ser o primeiro passo para que ela seja alvo de um processo na Organização.

Segundo fontes do governo, o maior temor dos países é que a atitude do Brasil seja seguida por outras economias, provocando uma onda de medidas protecionistas e agravando ainda mais a crise internacional. Caso o aumento do IPI seja alvo de uma ação, ela será apresentada dentro do chamado sistema de solução de controvérsias da OMC.

 

Venda dispara 90% antes do repasse do IPI

São Paulo. As vendas de veículos importados no Brasil atingiram 22.569 unidades em setembro, alta de 10,5% em relação a agosto, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Na comparação com setembro do ano passado, houve aumento de 90,8%.

A alta foi motivada pela corrida dos consumidores às concessionárias para comprar antes do repasse do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 30 pontos porcentuais.

Extraído em http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=185104,OTE&IdCanal=5

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