Dilma admite que demorou para reagir a ataques religiosos

Fonte: http://www.ig.com.br

Candidata classifica onde de boatos como ‘campanha perversa feita à base de calúnias e difamações’

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse hoje, na primeira entrevista coletiva depois do primeiro turno da disputa presidencial, que sua campanha percebeu tarde demais a onda de boatos junto ao eleitorado evangélico e católico. “Nós estávamos inocentes. A gente percebeu tarde demais, mas percebemos”, disse ela.

Segundo Dilma, a campanha vai fazer um movimento de esclarecimento junto ao eleitorado religioso para rebater boatos que circularam na internet nas últimas semanas e são apontados como uma das principais causas para a eleição não ter acabado no primeiro turno. “Vamos fazer um movimento no sentido de esclarecer a população”, disse Dilma.

A candidata classificou a onda de boatos como uma “campanha perversa” feita à base de calúnias e difamações. “Foi uma campanha perversa com bastante inverdades sobre o que eu penso. Quem acusava não aparecia de forma muito clara. A base desta campanha foi feita com base em calúnias e difamações”, acusou Dilma.

Segundo o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, a campanha vai acionar todas a lideranças com bom trânsito nos meios religiosos, entre elas o deputado eleito Gabriel Chalita (PSB), o segundo mais votado no Estado de São Paulo com apoio de setores conservadores da Igreja Católica.

Na avaliação da coordenação da campanha de Dilma, o estrago causado entre o eleitorado religioso vem mais dos boatos e mentiras do que das posições da petista e do PT sobre temas polêmicos como o aborto.

Entre estes boatos está um e-mail que remetia para uma página da internet inexistente na qual estaria um vídeo em que Dilma teria dito que “nem Jesus Cristo me tira esta eleição”. A candidata nunca pronunciou a frase. Hoje, na entrevista coletiva, ela citou Deus três vezes. O ato foi também uma demonstração de força da coligação que a apoia com a presença no palco de governadores e senadores eleitos no domingo.

Com atraso de um dia, Dilma finalmente lembrou que foi a vencedora do primeiro turno com 37 milhões de votos. De acordo com ela, o segundo turno vai permitir a polarização, ou a eleição plebiscitária, pretendida por Lula, de forma mais clara. A candidata deixou claro que uma das estratégias será a comparação entre os oito anos de Lula e a administração de Fernando Henrique Cardoso, da qual seu adversário, José Serra, fez parte.

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