Você ficou sabendo da baixaria que os tucanos fizerem numa missa no Ceará? Não? É porque não passou na Globo.

Padre descreveu campanha em evento religioso como “profanação”; ouça o áudio

Fonte: http://www.viomundo.com.br

Do jornal O Povo, do Ceará:

Padre critica panfleto contra Dilma e Tasso reage

Durante a missa em homenagem a São Francisco, o padre que celebrava o ato religioso reclamou do tumulto causado pela presença de José Serra. Ao final, reclamou da distribuição de panfletos contra Dilma, provocando a revolta de Tasso Jereissati

16.10.2010| 22:04

A visita do presidenciável José Serra (PSDB) a Canindé, durante os festejos em homenagem a São Francisco, terminou em confusão entre o padre que celebrava a missa das 16 horas e tucanos. Entre eles, o senador Tasso Jereissati, que tentou tirar satisfações com o religioso – cujo nome não foi informado pela secretaria paroquial da Basílica – depois que ele, no fim da celebração, reclamou da distribuição de panfletos contra a também candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT).

O material apresentava três motivos para não votar na petista e, segundo o padre, estavam sendo distribuído durante a missa. Assinada pelo Instituto Vida de Responsabilidade Social, e apresentando dois números de CNPJ, ele afirmava, por exemplo, que Dilma é a favor do aborto, envolvida com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que “nunca na história desse país houve tanta corrupção”.

Com um exemplar do material em mãos, já no fim da celebração, o padre reclamou: “Estão acusando a candidata do PT de várias coisas, afirmando em nome da Igreja. Não é verdade! Isso não é jeito de se fazer política! A Igreja não está autorizando isso”, bradou o padre, provocando os aplausos de fiéis e a revolta de Tasso, que partiu para cima do altar, sendo contido por uma assessora e pela esposa, Renata Jereissati. “O senhor não pode fazer isso”, repetia Tasso. Nesse momento, o padre sumiu do recinto, e não conseguiu mais ser localizado pela imprensa. Ao mesmo tempo, presentes gritavam os nomes tanto de Serra como de Dilma.

Enquanto isso, o candidato do PSDB ao Planalto agia como se nada estivesse acontecendo. Quando a confusão já estava generalizada, Serra continuava com o semblante tranquilo, sentado na primeira fileira do recinto, conversando e tirando fotografias com eleitores.

Pouco depois, saiu escoltado por seguranças e correligionários, sem dar entrevista.

Tasso, por sua vez, não ficou calado, e acusou o sacerdote. “O padre é petista. Tá ali com uma bandeira petista dentro da Igreja. São esses padres que têm causado problema na Igreja”.

Reclamações

Antes, ao longo da celebração, a missa já vinha tumultuada. Depois que Serra chegou e tomou assento, uma multidão de fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas o rodeou. O padre reagiu imediatamente. Ele lamentou que, “infelizmente”, nem todos tinham ido à missa com o mesmo objetivo: louvar São Francisco. “Não me refiro a A ou B, mas àqueles que estão conversando e tumultuando. A prioridade aqui é a palavra de Deus. Se você está aqui com outra intenção, assim como você entrou, pode sair”.

Em outro momento, nova reclamação: “Vocês não vieram aqui para ver os políticos. Vocês vieram aqui para ver quem? São Francisco”. Na comunhão, mais reclamações: “Estão atrapalhando com filmagens. Não é assim que se faz política, não. Estão atrapalhando a celebração do começo ao fim. Lamentavelmente isso é uma profanação”, disse.

PF desmente ligação entre quebra de sigilo de tucano e pré-campanha de Dilma

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br

Por: Patrícia Ferreira, especial para a Rede Brasil Atual

Publicado em 20/10/2010, 17:58

Última atualização às 18:16

São Paulo – Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal nega a existência de elo entre a equipe da pré-campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) e a quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas ao candidato do PSDB, José Serra.

Segundo a nota, a apuração sobre a quebra de sigilo está em fase final, com os responsáveis identificados. “A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista”, diz o documento, afirmando, em seguida, que não foi comprovada a utilização em campanha política de relatório feito com os dados violados.

A manifestação é resposta à manchete desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, a PF teria ligado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato à Presidência da República José Serra. Os dados da filha e do genro do candidato, Veronica Serra e Alexandre Bourgeois, e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, teriam sido acessados por meio do despachante Dirceu Rodrigues Garcia.

Rodrigues Garcia teria feito o trabalho a pedidos do jornalista Amaury Ribeiro Jr., então contratado pelo jornal O Estado de Minas. Em abril, Amaury chegou a participar de reuniões com membros da campanha de Dilma Rousseff (PT). Segundo a reportagem da Folha, apesar do intervalo de cinco meses entre a quebra e o contato com a campanha, a PF aponta o vínculo.

“A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação”, diz a nota da instituição.

Serra, Aécio, insinuações de dependência.

Fonte: http://www.escrevinhador.com.br

Marco Aurélio Mello, do blog “Doladodelá”, não chega a ser um entusiasta da candidatura Dilma. Sei disso porque passo algumas tardes sentado na mesma bancada que ele, na redação do Jornal da Record.

Mas Serra foi tão longe nessa campanha de falso moralismo e hipocrisia, que parece ter ganhou um voto para Dilma no segundo turno. Ou seria um voto contra Serra?

Aurélio escreveu um texto simples e – ao mesmo tempo -cheio de significado, explicando ao filho de 13 anos o que representa a candidatura de Serra. Confiram…

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CUIDADO, ELE MORDE

por Marco Aurélio Mello, no Doladodelá

Meu filho mais velho, Pedro, me perguntou ontem se eu tenho certeza que o Serra não faria um bom governo. Absoluta, respondi. Depois fiquei pensando, por quê? Resolvi listar pelo menos sete razões concretas para ter construído esta certeza.

1. Desde que foi para Brasília, onde ocupou cargos no Legislativo e, depois, no governo Fernando Henrique, Serra montou uma central de inteligênica clandestina, cuja finalidade era investigar, intimidar e chantagear seus adversários (usando para isso jornalistas inescrupulosos que conheço).
2. Quando se candidatou à presidência, em 2002, para tirar do caminho sua adversária Roseana Sarney, tramou contra ela e o marido uma operação com a ala tucana da Polícia Federal, para expor o caixa dois da pré-campanha da adversária (como se caixa dois fosse privilégio apenas de opositores).
3. Tentou derrubar com ilações seus principais companheiros de partido: Geraldo Alckmin e Aécio Neves, um em 2006, e outro em 2009 – sobre Alckmin, expôs suas ligações com a Opus Dei (que hoje apoia Serra ferrenhamente) e, sobre Aécio, insinuações de que o agora senador seria dependente de cocaína e tinha predileção por agredir mulheres.
4. Sempre calou a imprensa paulista com dinheiro, na forma de anúncios, assinaturas e negócios nebulosos. Todos os jornalistas que se impuseram em seu caminho foram massacrados. Ele próprio, Serra, tem o péssimo hábito de telefonar para as redações para “conversar” diretamente com os diretores de jornalismo. Já testemunhei uma dessas conversas. Para ficar em apenas dois exemplos, na TV Cultura: Luis Nassif e Heródoto Barbeiro foram afastados, depois que fizeram críticas a seu governo.
5. Recentemente, deu à TV Globo um terreno (que era do povo paulista) numa das áreas mais valorizadas da capital, em troca de um projeto – no mínimo esquisito – de formação de mão de obra para a televisão. Um escândalo que só não foi investigado porque o Ministério Público Estadual está nas mãos do PSDB há 16 anos!
6. Como Governador, nos últimos anos, determinou que sua Polícia Militar sempre reprimisse manifestações, seja de policiais civis em greve, de estudantes da USP e, até, de professores, o que expôs toda sua truculência em governar, em detrimento do diálogo e da conciliação.
7. Agora, em 2010, o candiato e seus apoiadores têm promovido uma das campanhas eleitorais mais sujas da história do país. Serra posa de estadista, enquanto um grupo de profissionais (colegas jornalistas entre eles) espalha calúnia e difamação em e-mails apócrifos, panfletos e nas redes sociais – como o twitter. Há uma coleção de pessoas já identificadas com seus número de computadores, que serão objeto de análise pelo Ministério Público e a Justiça Eleitoral.

Costumo brincar com o Pedro que, se Serra fosse eleito, eu e meus colegas perderíamos o emprego. Não duvidaria disso!

Como funciona a campanha suja do Serra

Fonte: http://www.escrevinhador.com.br

A estratégia do medo

por Rodrigo Vianna

O jornalista Tony Chastinet é um especialista em desvendar ações criminosas. Sejam elas cometidas por traficantes, assaltantes de banco, bandidos de farda ou gangues do colarinho branco. Foi o Tony que ajudou a mostrar os caminhos da calúnia contra Dilma, como você pode ler aqui.

O Tony é também um estudioso de inteligência e contra-inteligência militar. E ele detectou, na atual campanha eleitoral, o uso de técnicas típicas de estrategistas militares: desde setembro, temos visto ações massivas com o objetivo de disseminar “falsa informação”, “desinformação” e criar “decepção” e “dúvida” em relação a Dilma. São conceitos típicos dessa área militar, mas usados também em batalhas políticas ou corporativas – como podemos ler, por exemplo, nesse site.

Na atual campanha, nada disso é feito às claras, até porque tiraria parte do impacto. Mas é feito às sombras, com a utilização de uma rede sofisticada, bem-treinada, instruída. Detectamos nessa campanha, desde a reta final do primeiro turno, 4 ondas de contra informação muito claras.

1) Primeira Onda – emails e ações eletrônicas: mensagens disseminadas por email ou pelas redes sociais, com informações sobre a “Dilma abortista”, “Dilma terrorista”, “Dilma contra Jesus”; foi essa técnica, associada aos sermões de padres e pastores, que garantiu o segundo turno.

2) Segunda Onda – panfletos: foi a fase iniciada na reta final do primeiro turno e retomada com toda força no segundo turno; aqueles “boatos”  disformes que chegavam pela internet, agora ganham forma; o povão acredita mais naquilo que está impresso, no papel; é informação concreta, é “verdade” a reforçar os “boatos”  de antes;

3) Terceira Onda – telemarketing: um passo a mais para dar crédito aos boatos; reparem, agora a informação chega por uma voz de verdade, é alguém de carne e osso contando pro cidadão aquilo tudo que ele já tinha “ouvido falar”.

4) Quarta Onda – pichações e faixas nas  ruas: a boataria deixa de frequentar espaços privados e cai na rua; “Cristãos não querem Dilma e PT”; “Dilma é contra Igreja”; mais um reforço na estratégia. Faixas desse tipo apareceram ontem em São Paulo, como eu contei aqui.

O PT fica, o tempo todo, correndo atrás do prejuízo. Reparem que agora o partido tenta desarmar a onda do telemarketing. Quando conseguir, a onda provavelmente já terá mudado para as pichações.

Há também a hipótese de todas as ondas voltarem, ao mesmo tempo, com toda força, na última semana de campanha. Tudo isso não é por acaso. Há uma estratégia, como nas ações militares.

O que preocupa é que, assim como nas guerras, os que tentam derrotar Dilma parecem não enxergar meio termo: é a vitória completa, ou nada. É tudo ou nada – pouco importando os “danos colaterais” dessas ações para nossa Democracia.

Reparem que essas ondas todas não foram capazes de destruir a candidatura de Dilma. Ao contrário, a petista parece ter recuperado força na última semana. Mas as dúvidas sobre Dilma ainda estão no ar.

Salário de R$600,00 é demagogia do Serra

Ministro do Trabalho critica promessa de Serra: “não pode fazer”

Fonte: www.vermelho.org.br

Ao anunciar o volume recorde de vagas de trabalho geradas com carteira assinada de janeiro a setembro deste ano, em entrevista coletiva, nesta terça-feira (19), em Brasília o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, criticou a promessa do candidato tucano à Presidência da República, José Serra de aumentar para R$600 o salário mínimo. “As pessoas prometem aquilo que não podem fazer, deveriam fazer revisão de suas promessas”, afirmou.

O ministro ressaltou que o salário mínimo de 2011, por força da lei atual, será reajustado com base no crescimento do País e da inflação em 2009. “Assim, dos R$510 atuais, passará para R$538, no mínimo, dependendo do que o Congresso discutir”, afirmou. O ministro disse que a matéria deve ser votada após as eleições.

Lupi enfatizou que, para 2012, quem quer que seja o presidente, o reajuste do salário terá de levar em conta o crescimento do País e a inflação deste ano, respectivamente de 7,55% e de 4,87%, de acordo com a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com o mercado financeiro. “Assim, o aumento será de 12,79% por força da lei. Independente da vontade deste ou daquele, será de R$606,98”, afirmou.

O ministro ressaltou que a única forma de ampliar o salário para 2011 é com uso maciço de emendas pelo PSDB. “O PSDB poderá votar majoritariamente. Nunca fez isso, mas quem sabe? Sejam tomados por um fervor cívico…”, ironizou. “As pessoas não devem enganar a população”, disse.

Lupi admitiu que “o salário mínimo não cumpre as necessidades da população, mas tivemos mais de 64% de reajuste acima da inflação (de 2003 a 2010)”, afirmou, defendendo a continuidade do aumento, mas com “bom senso”. “O salário mínimo pode e precisa ser mais? Sim, mas dentro do bom senso, do equilíbrio”, afirmou ele, anunciando que o tema será discutido em reunião hoje com as centrais sindicais, em Brasília.

Acostumados com recordes

“Já nem falo mais em recorde, já estamos vendo isso há algum tempo e estamos acostumados”, disse o ministro Carlos Lupi, ao apresentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho, que apontam para um total de 2.201.406 de vagas de trabalho com carteira assinada de janeiro a setembro deste ano.

Os melhores nove meses, segundo dados do Caged na criação de empregos até então foram registrados em 2008. Naquele ano, foram gerados de janeiro a setembro, 2,086 milhões de postos de trabalho.

Melhor ano

A meta de Lupi para o ano é a criação de 2,5 milhões de postos de trabalho. Para isso, faltam 298.594 empregos. “Mantenho a meta porque o resultado de setembro sofreu efeito de sazonalidade”, disse, acrescentando que apesar de a geração de empregos formais de setembro não ter batido recorde para o mês, conforme previa, os meses de novembro e dezembro trarão os melhores resultados para os meses.

“Vamos ultrapassar um pouquinho os 2,5 milhões de empregos gerados em 2010, o melhor ano de geração de emprego da história do Brasil”, previu.

O ministro negou que o resultado de setembro já represente uma desaceleração do nível de emprego, conforme esperam alguns analistas. “É efeito sazonal, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás”, argumentou.

Para Lupi, outubro e novembro poderão registrar recordes para os meses em questão porque a tendência do setor de Serviços, o que mais emprega, é o de crescimento por conta das festas de final de ano. “Estamos com crescimento da economia em todos os setores”, observou. Nesses meses, segundo ele, além do varejo e do atacado, os serviços de hotelaria também costumam apresentar aumento de contratações.

De Brasília
Com agências

Mino Carta: a “mídia nativa” e as ameaças à democracia brasileira

Fonte: www.vermelho.org.br

O diretor de redação da revista Carta Capital, Mino Carta, ironizou a “devoção” de quadros do PSDB pelos Estados Unidos. Durante a cerimônia “As empresas mais admiradas do Brasil 2010”, promovida pela publicação semanal, o veterano jornalista fez um discurso recheado de brincadeiras envolvendo a “mídia nativa” e os tucanos.

Ao falar das relações do Brasil com o mundo, Mino apontou que há muita gente do partido do presidenciável José Serra que gosta de ser um quintal dos Estados Unidos. “Enquanto Fernando Henrique Cardoso mergulhava sofregamente nos braços de Clinton (Bill Clinton, ex-presidente dos EUA), que nunca lhe disse ‘Você é o cara’, nosso presidente conseguiu implementar uma política exterior que enobrece o país e que não se atrela aos interesses dos outros. Só acredita nos interesses do Brasil. Única e exclusivamente”, afirmou, fazendo ao mesmo tempo uma referência a Lula e à frase proferida por Barack Obama ao presidente brasileiro.

O momento eleitoral foi o centro do discurso do diretor da revista, que fez questão de lembrar que defende abertamente a continuidade do atual projeto, com a eleição de Dilma Rousseff — da coligação Para o Brasil Seguir Mudando — para a Presidência da República. Ele ressaltou que Carta Capital declarou seu voto desde o começo das eleições, e que o jornal O Estado de S. Paulo só abriu sua posição pró-Serra na última semana do primeiro turno. “Fiquei espantado. Até agora não tinha entendido. Foi uma surpresa dolorosa. Quase tive um ataque. Fiquei perdido”, ironizou.

O diretor de Carta Capital lamenta que a “mídia nativa”, maneira pela qual chama a velha mídia, insista em falar em ameaças à democracia e aponta que as únicas investidas à liberdade de imprensa partiram de Sandra Cureau, vice-procuradora-geral eleitoral. Cureau, primeiramente, determinou que a revista apresentasse em prazo de cinco dias todos os seus contratos de publicidade com o governo federal. A procuradora usou os de uma denúncia anônima ao tomar sua decisão.

Depois disso, apresentou ação contra a Record por supostamente favorecer Dilma em seu noticiário. O detalhe é que Cureau já falou abertamente que prefere Serra. E, por fim, nesta segunda-feira (19), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou liminar apresentada pelo PSDB pedindo a restrição à circulação da Revista do Brasil. Os tucanos gostariam que a edição 52 fosse integralmente recolhida e proibida de circular pela internet.

“No nosso caso, mandamos a procuradora às favas”, finalizou Mino, que entende que a “mídia nativa” age da mesma maneira e no mesmo tom há 60 anos. Desestabilizou Getúlio Vargas, tentou impedir a posse de Juscelino Kubitschek, ajudou a empurrar João Goulart ao parlamentarismo, apoiou o golpe e se opôs às diretas. “Sem esquecer da invenção da Veja, o Caçador de Marajás. O Caçador de Marajás foi a única via encontrada para evitar a ascensão do Sapo Barbudo”, declarou, fazendo referência, respectivamente, a Fernando Collor de Mello, que em 1989 derrotou, com ajuda fundamental da velha mídia, Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Rede Brasil Atual

Não houveram reclamações do PSDB nas pesquisas em SP e MG.

Fonte: Portal ig via site http://www.vermelho.org.br

O PSDB acusou o Vox Populi e outros institutos de pesquisa de produzir propositadamente resultados favoráveis à candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira na sede da campanha do tucano José Serra, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, classificou os institutos de “cabos eleitorais”.

Nominalmente, Guerra citou apenas o instituto Vox Populi. “No primeiro turno, o Vox Populi se destacou mais que os outros. Não dava para acreditar que foi um erro. Foi uma safadeza”, afirmou.

Para o PSDB, o resultado divulgado hoje pelo Vox Populi/iG, que aponta vitória de Dilma com 51% dos votos, contra 39% de Serra, é “sem vergonha”. Segundo Guerra, pesquisas internas realizadas pela legenda mostram vitória do tucano. “Essa instituição não tem credibilidade, não merece confiança”, afirmou. O senador também acusou o instituto de fazer campanha para o PT. “Não dá para aceitar que uma instituição que faz campanha do PT atue impunemente”, disse. Guerra criticou Coimbra por dizer, no primeiro turno, que a vitória de Dilma estaria “sacramentada”. Ele negou, no entanto, que o partido cogite entrar na Justiça contra a publicação dos resultados.

Coimbra: serenidade diante da agressão

O presidente do Conselho do Vox Populi, Marcos Coimbra, vê com serenidade a agressão verbal de Sérgio Guerra. “Acusações assim acontecem quando uma pesquisa não é favorável a um candidato”, afirmou. Coimbra ressaltou que o instituto presta serviços para o PT, assim como para o próprio PSDB. Ele lembrou ainda que, no primeiro turno, o PSDB fez acusações semelhantes com relação ao instituto Sensus e, ainda assim, utilizou a pesquisa no horário eleitoral quando esta apontava subida de Serra.

Coimbra ressaltou que pesquisas não trabalham com certezas. “Pesquisas trabalham com probabilidades. Não é matemática, é estatística. (…) Institutos de pesquisas duráveis, que resistem ao tempo, não vendem certezas. Só vende certeza quem não conhece pesquisa. Vendemos pesquisas bem feitas”, disse.

Nas declarações que deu, Sérgio Guerra deixou claro o motivo de sua irritação: “Esse tipo de interferência (a pesquisa) induz a mais erro, interfere sobre a animação dos nossos companheiros, prejudica o desempenho das campanhas”, disse.

A pesquisa eleitoral é, sem dúvida, um dos principais insumos das campanhas políticas. Seus números orientam o tom dos candidatos, mobilizam ou paralisam a militância, estimulam ou retraem os financiadores. Sempre que são divulgados, os números produzem dois tipos de reações principais. Quem está na frente diz que pesquisa não ganha eleição. E quem está atrás, critica a metodologia e, em alguns casos, até mesmo a lisura dos institutos.

O iG procurou, e não encontrou, uma única acusação verbal desferida pelo PSDB contra o Vox Populi, nem qualquer questionamento à correção do seu trabalho, nas corridas estaduais em São Paulo e Minas Gerais, onde o instituto previu a vitória dos candidatos tucanos em primeiro turno.

Fonte: iG