Aliado problema não pode dar garupa

13/ago/2010 – fonte: http://www.tijolaco.com

A gente já sabia e até postei ontem aqui que garupa é para quem pode. Mas é melhor ainda saber dos próprios tucanos que pegar carona com Fernando Henrique Cardoso é rumar para o precipício, o que explica a ausência completa do ex-presidente na campanha de José Serra.

O blog do Josias, na Folha de S, Paulo, conta que “pesquisas feitas por encomenda do comitê de campanha de Serra conferem a FHC a incômoda condição de aliado-problema”. E isso não é novidade. Em 2006, o candidato tucano da vez, Geraldo Alckmin, também evitou usar a imagem de Fernando Henrique, pois já tinha conhecimento da rejeição da população brasileira a FHC, cujo legado só a mídia elogia.

FHC é associado a um Brasil que crescia muito pouco, que quebrou mais de uma vez e foi de pires na mão ao FMI, que estava altamente endividado e que se manteve distante de sua população. Foi essa a herança que os tucanos passaram a Lula, agravada pela disseminação de boatos sobre o que seria um governo do PT, que levaram o risco Brasil às alturas e limitaram os movimentos do presidente em seu primeiro mandato.

Mas Lula soube desfazer todos os nós, recuperou o país e deslanchou no segundo mandato, o que lhe confere popularidade de 80%. Assim como Obama, o povo brasileiro elegeu Lula “o cara” e deseja o prosseguimento de sua política, representada pela candidatura de Dilma Rousseff.

Foi por isso que Dilma deu até uma risadinha ao dizer que seria covardia comparar o governo Lula com o de FHC, o que lhe permite pegar carona e deixa Serra a pé. As mesmas pesquisas qualitativas realizadas sob encomenda dos tucanos mostraram que a principal força de Dilma está em Lula, no fato de ela ter sido a escolhida para sucedê-lo.

Comprova-se o que dissemos aqui desde o primeiro momento, que Lula é Dilma e Dilma é Lula, e quando a população toma conhecimendo pleno disso não tem retorno. Dilma vai explorar isso no horário eleitoral e não precisa se preocupar com falsos alertas de que sua imagem deve se sobrepor a do presidente. O importante é deixar claro a harmonia entre os dois e o que sua candidatura representa. Lula pode estar onipresente durante os programas de TV que não acarretará nenum prejuízo a Dilma. Muito pelo contrário.

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