Nossa…que triste trio para os servidores públicos

Dez anos sem Aloysio Biondi, o jornalista que desnudou as privatizações no Brasil

30/08/2010 – fonte: http://www.escrevinhador.com.br

Por Flamarion Maués

Em julho passado completaram-se dez anos da morte de Aloysio Biondi, certamente um dos mais importantes jornalistas que o Brasil teve, atuante dos anos 1960 até 2000, quase sempre na área de economia.

Conheci o Aloysio por conta do livro o Brasil privatizado: um balanço do desmonte do Estado – o único que ele publicou em vida. Fui o editor do livro, e vou, nesta coluna, contar um pouco do que lembro dessa experiência e, sem maiores pretensões, prestar minha homenagem ao Aloysio.

Em 1998 estávamos no auge das privatizações no Brasil, com o risco iminente de que a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também tivessem este destino. Eu era o coordenador editorial da Editora Fundação Perseu Abramo – ligada ao PT – e nas conversas no conselho editorial e no conselho curador da Fundação havia a convicção de que era importante produzir um livro sobre as privatizações, para denunciar o que estava acontecendo e, ao mesmo tempo, servir como uma fonte de informações para o debate sobre o tema, pois não havia uma sistematização dessas informações para o grande público.

Essa preocupação se ligava à ideia de iniciar uma coleção de livros populares, curtos, com liguagem direta, informativos, de preço baixo. Livros voltados para a militância política do PT e dos demais partidos de esquerda que se opunham às privatizações e ao governo FHC. O livro sobre este tema com certeza faria parte dessa coleção. Um dos diferenciais da coleção, imaginávamos, é que queríamos fazer vendas diretas de livros para sindicatos, pois acreditávamos que os livros poderiam ser úteis a eles no debate político com os trabalhadores que representavam e com a sociedade. E também seria uma forma de a nossa editora conseguir chegar a mais gente, ter tiragens e vendas maiores.

Acho que fui eu que sugeri o nome do Aloysio para fazer o livro – mas, como a memória é enganadora, não dou 100% de certeza sobre isso. Eu lia os artigos que ele escrevia então na Folha de S. Paulo, muitos dos quais tratavam das privatizações, e ficava muito impressionado com as informações e as análises que ele fazia, e também com a clareza do seu texto, simples e didático sem ser simplista nem chato. Ele era dos poucos jornalistas que questionavam de modo consistente os pressupostos e os métodos da privatização.

Por que Serra está perdendo as eleições

21/08/2010 – fonte: http://www.cartamaior.com.br

(E por que a Dilma está ganhando)

Ganhar – ou perder – uma eleição depende, antes de tudo, do consenso dominante no período eleitoral. Este, por sua vez, não é construído durante o processo eleitoral. Ele pode ter variações na forma das campanhas expressá-lo. Mas ele se constrói antes, vai se construindo ao longo do tempo e se cristaliza no processo eleitoral.

Nesse sentido, o governo que termina seu mandato é determinante. A escolha do novo governante é, em primeiro lugar, o julgamento do desempenho do governo, conforme a percepção – deformada pela mídia – da população. O governo Sarney saía desmoralizado – por múltiplas razões, principalmente por ter frustrado o impulso democrático saído das lutas contra a ditadura e plasmado, em parte na nova Constituição -, o que permitiu um vazio em que se inseriram candidatos críticos a esse governo: Collor e Lula, entre eles.

As eleições de 1994 tiveram o enfrentamento de dois projetos de novos consensos, diante do fracasso de Collor. Lula, favorito no inicio da campanha, representava o binômio justiça social (expresso nas Caravanas em que o Lula percorria o país) e ética na política (representada pelo seu primeiro candidato a vice, Bisol). O primeiro aspecto vinha da denúncia das desigualdades marcantes da sociedade brasileira, a segunda do acúmulo de denúncias contra o governo Sarney e, posteriormente, na campanha vitoriosa pelo impeachment do Collor.

Se não tivesse assumido quase um ano antes das eleições o Ministério da Economia do governo Itamar, FHC não teria tido possibilidade de contrapor a essa primeira proposta, a do ajuste fiscal, assentada na projeção da inflação, no lugar da desigualdade, como problemas central do Brasil. Ajuda pela mídia – que apoiou-o plenamente, desde sua ida ao Ministério e durante todos os seus dois mandatos -, FHC venceu as eleições, o que voltaria a fazer quatro anos depois, impulsionado pelo consenso da estabilidade monetária e sempre apoiado pelo monopólio midiático.

A ampla rejeição do governo FHC – que chegou a ter índices de apoio de apenas 18% – abriu o espaço para o voto antineoliberal que Lula representava. Serra representava a continuidade, por mais que tentasse disfarçar e perdeu.

Perde agora de novo, diante do sucesso do governo Lula e do consenso novo assumido pelo país – desenvolvimento econômico e social. O povo se deu conta que a estabilidade monetária tinha se esgotado, sem que as promessas de distribuição de renda, de retomada do crescimento econômico, de modernização do país, tivessem sido cumpridas. Ao contrário, ao se limitar a malabarismos monetaristas, a própria estabilidade monetária se perdia, com o retorno da inflação, a desigualdade havia aumentado, a economia havia entrado em profunda e prolongada recessão, os direitos sociais da maioria foram expropriados – em primeiro lugar, a carteira de trabalho, mas também a degradação das políticas de educação e de saúde pública, entre outras -, a privatização tinha sido um negócio para favorecer grandes empresas privadas, a deterioração do Estado tinha feito piorar ainda mais o nível de vida da massa da população.

Perde o Serra e perdem os tucanos porque assumiram o modelo neoliberal no Brasil, promoveram o Estado mínimo, diminuírem os gastos públicos especialmente em políticas sociais, para obedecer às Cartas de Intenções que assinaram com o FMI, fizeram uma política internacional de costas para a America Latina e o Sul do mundo e de subserviência com os EUA, reprimiram e criminalizaram os movimentos sociais. Em suma, governaram com as elites, para uma minoria, apoiados no monopólio privado da mídia.

Por isso, assim que Lula pôde governar, ficaram evidentes as diferenças, que se espelham no amplo favoritismo da Dilma.

Postado por Emir Sader às 05:01

Em 6 anos quantidade de universitários subiu 46% no Brasil

18/08/2010 – fonte: http://www.vermelho.org.br

Até o final do ano que vem estima-se que o número de universidades existentes ao redor do planeta passe de 17 mil. Aqui no Brasil a quantidade é muito menor, mas vem aumentando progressivamente.

Por Luiz Alberto Marinho, no Blue Bus

Para dar uma idéia, basta dizer que passamos de 893 instituiçoes de ensino superior em 1991 para 1180 no ano 2000 e já estamos perto de 3000 agora em 2010. Ainda é pouco. Prova disso é que, de acordo com dados da UNESCO, apenas 20% dos jovens brasileiros frequentam a universidade, percentual bem inferior aos 43% do Chile e aos 61% da Argentina.

Tudo indica, porém, que daqui para a frente tudo vai ser diferente. Nos últimos 6 anos o contingente de estudantes universitários brasileiros cresceu impressionantes 46%, chegando a 6,5 milhoes de cabeças.

Culpa, claro, da ascensao da Classe C, que já contribui com 23% dos jovens matriculados no ensino superior, apesar de 90% das nossas escolas superiores serem privadas. Essa garotada emergente se beneficiou nao apenas do aumento da renda, como também dos programas de financiamento estudantil oferecidos pelo governo e da reduçao das mensalidades, que despencaram de R$ 860 em 1996 para R$ 467 no ano passado.

O movimento da Classe C em direção à universidade agora provocou o interesse da Talent, que dedicou o 6º volume da sua coleçao Talent Trends ao fenômeno.

Segundo Paulo Stephan, vice presidente de Mídia e coordenador do projeto, as empresas precisam abrir os olhos para as mudanças que ele pode trazer para o mercado de consumo. De cara, dá para imaginar que esses jovens, além de mais idéias na cabeça, terão também um pouco mais de dinheiro no bolso.

Afinal, no Brasil, possuir um diploma superior é sinônimo de aumento de 171% na renda média do trabalhador. De quebra, serão também jovens mais dedicados. Ainda de acordo com Stephan, enquanto os estudantes das classes A e B querem ter mais do que seus pais deram a eles, os brasileiros da classe C buscam alcançar o que seus pais nunca tiveram.

Por isso mesmo, apesar dos conhecidos problemas com a qualidade do ensino, esse pessoal tem a chance de mudar o futuro do nosso país. Para melhor.

Márcia Denser: Todo mundo em pânico

21/08/2010 – extraído de http://www.vermelho.org.br

-Em 16/08, segunda-feira: Ibope: Dilma 41% x Serra 32%. Com apenas dez dias de intervalo entre os dois levantamentos do Ibope, Dilma dobra a vantagem sobre Serra, ampliando a diferença de 5 para 11 pontos. A pesquisa, que entrevistou 2.506 pessoas entre 12 e 16/08 apurando somente os votos válidos, deu Dilma 51% x Serra 38%. Ou seja, se as eleições fossem hoje Dilma ganharia no 1º turno.

– Nesse mesmo dia, em Porto Alegre, sob o efeito atordoante do Ibope, Serra elogia (pela ordem) Yeda Crusius (grande governadora!), Leonel Brizola e João Goulart! Perguntinha no editorial da Carta Maior: o tucano ainda é candidato a presidente ou aspirante a compositor de samba enredo? Porque parece que vai adotar, como jingle de campanha, uma espécie de Samba do Crioulo Doido Volume 2

– Fala 2 de Zé Pedágio em Porto Alegre: ”Não sou daqueles que dizem que o Congresso Nacional tem 300 vigaristas ou picaretas. Teve alguém que disse isso. Hoje, estão todos com a outra candidata”. Serra referia-se “sem se referir” a uma declaração de Lula em 1993, porque mal do Lula ele não pode falar, aliás, segundo um analista do Estadão, cada vez que Serra fala perde mais votos, logo …

– Ele prefere botar o Lula logo na primeira estrofe do seu jingle de campanha, o que aponta para uma séria crise de identidade, segundo Jorge Furtado em seu blog, um jingle que é: 1) uma tentativa de fraude, pois investe na ignorância ou desatenção do eleitor, numa aposta que se tornou padrão; 2)uma confissão de derrota porque nunca na história deste país (ou de qualquer outro) se soube dum candidato que incluísse no jingle, logo no primeiro verso, o nome do opositor.

Como se o hino do Corinthians desse vivas ao São Paulo FC;

– Então, voltamos ao Samba do Crioulo Doido. Zé Pedágio já testou todos os discursos e combinações possíveis: de continuador de Lula, passando por pós-Lula, até sucessor de Álvaro Uribe (minha nossa!) na liderança da direita no Cone Sul;

– E absolutamente não ajuda nada Maitê Proença, na coluna da Sonia Racy, apelar “aos machos ferozes” para que exerçam seu “direito” de discriminar ferozmente o sexo oposto evitando assim a vitória de Dilma;

– O inevitável efeito “vai perder” nos blogs sinistros, sobressaindo o Noblat. Aliás, o site AmigosdoSerra está fora do ar há semanas.

– Apesar de pesquisas de opinião informarem que Bolívia, Venezuela, Cuba, FARCs, ergo comunismo-guerrilha-anos 60, são bobagens que, ou não chegam, ou não mobilizam a população, não obstante, lá está a Dilma Terrorista como matéria-piloto da revista Época desta semana.

Em tempo: Pós-divulgação da pesquisa do Ibope e devido ao bombardeio de internautas lembrando os laços espúrios das Organizações Marinho com a ditadura, com a qual lucrou durante 20 anos, o site de Época retirou a opção de enviar e ler comentários. E pano rápido.

– Mas sempre sobrarão muitíssimos demo-tucanóides com idéias “jeniais”:

1) Senadora tucana do Mato Grosso do Sul, Marisa Serrano propõe seguro-desemprego para artistas, músicos e técnicos de espetáculos devido à “instabilidade do mercado” (Ué! Mas o mercado não é uma maravilha? Não foi o neoliberalismo que impôs o darwinismo trabalhista acima de tudo? Sem absolutamente nenhuma contrapartida?);

2)Não esqueçamos nosso precioso Paulo Renato que felizmente retirou a proposta – descaradamente eleitoreira, senão fosse totalmente imbecil – de dar R$ 50,00 para cada aluno que fizesse recuperação (e para o professor,queridinho, não vai nada?);

3) Deu na coluna da Eliane Cantanhêde: última esperança do Serra é a Dilma perder votos entre as classes desfavorecidas, sobretudo no Nordeste, por causa da exigência de dois documentos pelo TSE, a colunista cinicamente achando “super-válido e super-positivo se o lance der vitória ao Serra” (se depender aqui do Congresso em Foco, sem chance:como já fazemos há tipo 6 anos, vamos divulgar o máximo possível todos os procedimentos necessários no sentido de orientar o eleitor).

– Em que pese já estar sendo inexorável desde algum tempo a ascensão de Dilma nas expectativas de voto, simultânea à queda vertical da candidatura Serra, a campanha tucano-pefelista prosseguiu acumulando erros, furos n’água, estratégias entre anacrônicas, estúpidas e equivocadas a tal ponto de se perceber o quanto ela desconhece os corações e mentes da população que pretende manipular via PIG, representado pela rede Globo, Folha, Estadão, revistas Veja, Época, Isto É & blogueiros nefandos;

– Segundo Emir Sader, a própria revista conservadora britânica The Economist considera que o povo brasileiro gosta do Estado porque lhe garante direitos. Como esta problemática – a dos direitos – não está incluída na ótica neoliberal, a direita brasileira é vitima dos seus próprios preconceitos e fica na contramão da opinião dos brasileiros;

-Comprovadamente, outro tema que já não mobiliza a opinião pública é o “mensalão” do PT (mensalão who????). Que o diga William Bonner nas “entrevistas” com os candidatos no Jornal Nacional, cujo favoritismo explícito pró-Serra e questões tolamente capciosas anti-PT, resultaram numa verdadeira aula magna de jornalismo canalha e estúpido, uma vez que subestimou o tempo todo o espectador. Ao fim e ao cabo, disse muito, disse tudo e falou alto mas por tudo o que não foi dito, por tudo o que foi calado, truncado. Interdito.

Donde as perguntas que não querem calar (das quais Zé Pedágio se esquivou tão lindamente, como se nem fosse com ele): será que, como presidente, ele
a) vai estender o pedagiômetro por todas as estradas federais?
b) privatizar a Petrobrax, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal?
E – medida sem precedentes: c) pagar a todos os alunos para irem à escola?
d) e, nesse caso,quanto pagaria ao professor?
e) hem?

– E no retorno às aulas, botar um cartaz na entrada de todas as escolas: Welcome to School! Como eu vi ontem, terça, 17/8, à entrada do Colégio Madre Cabrini, no bairro paulistano de Vila Mariana. Pois é. E eu me queixando da falta de leitores. Lembrando aqui que ISSO é um fenômeno que ainda acontece em Sampa onde, a despeito da sucessiva e incessante hecatombe tucana que assola os governos estaduais – a propósito, parece que o estado de São Paulo nem existe mais, se mudou para Miami! – Alckmin (PSDB), o picolé de xuxu diet, novamente dispara à frente de Fernando Mercadante (PT);

– Alguns leitores e internautas definem os governos tucanos em Sampa pela sigla PPPP: Privatização, Pedágios, Presídios & Porradas (a serem distribuídas aos “subversivos da vez”,tais como policiais & professores grevistas).

O fato é que a direita não tem projeto, apenas recicla a barbárie. Só lhe resta o terrorismo ideológico alimentado pela onipresente e difusa mentira hipócrita e puritana, ora dirigida ao narcotráfico, ora aos fumantes, ora pela satanização dos movimentos sociais. Desconsiderar o que vai nos corações e mentes da população faz parte do perfil da direita cujo projeto implica fundamentalmente em promover a despolitização, privatizar absolutamente tudo o que é público, esvaziar os direitos do trabalhador e cidadão, deixar todas as questões sociais sob a tutela dum estado repressor e policialesco.

E o arremate final é do Zé Simão, no UOL, consolando Serra: “Sempre haverá um pedágio no fim do túnel”.

ET: Fechando a coluna, saiu o Vox Populi: Dilma 45% x Serra 29%, assinalando 16 pontos de diferença. Pulando mais 5 em relação ao Ibope, que marcava 11 pontos.

Nesse pé, Serra também vai se mudar para Miami.

* Márcia Denser é escritora, pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.

Fonte: Congresso em Foco

Recordar é viver.

Clique para ler os 45 principais escândalos que marcaram o governo corrupto dos tucanos Fernando Henrique Cardoso e Jose Serra.

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fonte: http://caixadoisdoazeredo.blogspot.com/

Relatório encaminhado pela Cemig ao deputado Rogério Correia informando sobre os pagamentos efetuados à SMP&B em 1998 e 1999

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